Conteúdo criado em 23/03/2026.
Parte das companhias aéreas mantém operações reduzidas na região, enquanto outras optaram por suspensões totais. As restrições ao espaço aéreo e o fechamento de aeroportos continuam impactando a conectividade internacional, exigindo ajustes constantes nas malhas aéreas e gerando incerteza sobre a retomada completa das operações.
Quais destinos não são afetados?
Não existe hoje um destino completamente isolado dos impactos. O efeito é global, mas não acontece de forma uniforme.
Apesar da escalada dos conflitos no Oriente Médio impactar a aviação internacional, a maioria dos destinos de intercâmbio segue operando normalmente, especialmente aqueles que não dependem de rotas que cruzam diretamente a região.
O ponto central aqui é claro: o problema não está no destino, está no trajeto até ele.
Rotas tradicionalmente utilizadas, como conexões via Dubai, Doha ou Abu Dhabi, podem estar suspensas ou operando com restrições. Com isso, voos estão sendo redirecionados por outras regiões, o que pode aumentar o tempo de viagem e exigir mais flexibilidade do passageiro.
Ou seja, os destinos continuam viáveis, mas a logística passou a exigir mais planejamento e, em alguns casos, paciência.
O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA?
Considerando o cenário atual, e com exceção de destinos diretamente ligados ao epicentro do conflito, como Dubai e outras cidades da região, os principais destinos de intercâmbio não apresentam riscos estruturais para estudantes.
O que mudou não foi a possibilidade de viajar, mas sim a forma de chegar até lá.
Hoje, o mundo não parou. Ele está se reorganizando.
E isso traz uma mudança importante: a escolha da rota se tornou tão relevante quanto a escolha do destino.
Ter uma estratégia de voo bem definida, com alternativas viáveis e suporte em caso de remarcações, passou a ser parte essencial do planejamento de qualquer intercâmbio.
COMPANHIAS AÉREAS COM VOOS CANCELADOS OU SUSPENSOS
Diversas companhias aéreas já anunciaram cancelamentos, suspensões ou reduções de operação em rotas que envolvem o Oriente Médio, refletindo o nível de instabilidade da região neste momento:
- Aegean Airlines: cancelou voos para Tel Aviv, Beirute e Amã até 22 de abril; Erbil e Bagdá até 24 de maio; Dubai até 19 de abril; Riad até 18 de abril.
- AirBaltic: cancelou todos os voos para Tel Aviv até 29 de abril e para Dubai até 24 de outubro.
- Air Canada: cancelou todos os voos para Tel Aviv até 2 de maio e para Dubai até 28 de março.
- Air Europa: suspendeu todos os voos para Tel Aviv até 10 de abril.
- Air France-KLM: Air France cancelou voos para Tel Aviv e Beirute até 21 de março e para Dubai e Riad até 24 de março, incluindo o voo de 25 de março saindo de Dubai; KLM suspendeu voos para Riad, Dammam e Dubai até 17 de maio e para Tel Aviv até 11 de abril.
- Cathay Pacific: cancelou todos os voos de passageiros e de carga para e de Dubai e Riad até 30 de abril.
- Delta Air Lines: cancelou voos de Nova York para Tel Aviv até 31 de maio e de Tel Aviv para Nova York até 1º de junho; retomada da rota Atlanta–Tel Aviv adiada para 4 de agosto (ida) e 5 de agosto (volta).
- El Al Israel Airlines: planeja operar alguns voos internacionais para 12 destinos entre 21 e 28 de março, após suspender serviços regulares até 28 de março.
- Emirates: opera com programação reduzida após reabertura parcial do espaço aéreo regional.
- Etihad Airways: mantém número limitado de voos comerciais entre Abu Dhabi e destinos selecionados.
- Finnair: cancelou voos para Dubai até 29 de março e para Doha até 2 de julho, evitando o espaço aéreo de Iraque, Irã, Síria e Israel.
- Flynas: suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi, Sharjah, Doha, Bahrein, Kuwait, Iraque e Síria até 31 de março.
- IAG/British Airways: cancelou voos para Amã, Bahrein, Dubai e Tel Aviv até 31 de maio; Doha até 30 de abril; Abu Dhabi permanece suspenso até o fim do ano.
- IndiGo: suspendeu voos para Doha, Kuwait, Bahrein, Dammam, Fujairah, Ras Al Khaimah e Sharjah até 28 de março.
- Japan Airlines: suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 31 de março (ida) e 1º de abril (volta).
- LOT Polish Airlines: cancelou voos para Dubai até 28 de março e Tel Aviv até 31 de maio; suspendeu voos para Riad até 30 de abril e para Beirute entre 31 de março e 30 de abril.
- Lufthansa Group: suspendeu voos para Tel Aviv até 9 de abril; Beirute, Dubai, Amã, Erbil e Abu Dhabi até 28 de março; Teerã até 30 de abril; Riad até 5 de abril.
- Malaysia Airlines: suspendeu todos os voos para Doha até 28 de março.
- Norwegian Air: cancelou voos de e para Dubai até 8 de abril e adiou a retomada de Tel Aviv e Beirute para 15 de junho.
- Pegasus Airlines: cancelou voos para Irã, Iraque, Amã, Beirute, Kuwait, Bahrein, Doha, Dammam, Dubai, Abu Dhabi e Sharjah até 13 de abril; voos para Riad até 24 de março.
- Qatar Airways: opera número limitado de voos entre 18 e 28 de março.
- Turkish Airlines: cancelou voos para Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Doha, Dubai, Abu Dhabi, Kuwait, Bahrein e Dammam até 19 de março; voos para o Irã até 20 de março.
- Wizz Air: suspendeu voos para Israel até 29 de março e para Dubai, Abu Dhabi, Amã e Jeddah de destinos europeus até meados de setembro.Conteúdo original no site MercadoeEventos.
O que recomendamos para nossos estudantes nesse momento
Diante do cenário atual, nossa recomendação não é pausar planos é ajustar estratégia. O intercâmbio continua sendo uma experiência segura e viável na grande maioria dos destinos. O que exige atenção neste momento é a logística de viagem.
Por isso, recomendamos:
1. Priorize rotas mais estáveis
Sempre que possível, evite conexões em hubs diretamente impactados, como Dubai, Doha e Abu Dhabi. Avalie alternativas via Europa ou Américas, que oferecem maior previsibilidade neste momento.
2. Tenha flexibilidade no planejamento
Horários, conexões e até companhias aéreas podem sofrer alterações. Estar aberto a ajustes reduz o estresse e amplia as opções em caso de mudanças.
3. Antecipe a compra das passagens
Com rotas sendo redirecionadas, a oferta de voos pode diminuir, impactando diretamente a disponibilidade e os preços. Antecipar a compra aumenta as chances de garantir melhores opções de trajeto e horários.
4. Atente-se a vistos de trânsito, quando necessário
Mudanças de rota podem exigir conexões em países que demandam visto de trânsito. Planejar com antecedência garante tempo hábil para verificar exigências e evitar imprevistos no embarque.
O intercâmbio não está em risco, mas o planejamento precisa estar mais atento, estratégico e bem acompanhado.
Te convidamos para ler também nosso conteúdo “Intercâmbio em tempos de conflito global“.
Aproveitando esse fio, e Cuba?
Cuba exige uma leitura diferente do cenário global. Enquanto a maioria dos destinos está sendo impactada principalmente pela logística aérea, no caso de Cuba o impacto é interno e estrutural. Leia mais aqui.

