Essa frase pode parecer cruel. Afinal, quem diria para outra pessoa que ela não merece realizar um sonho?

Mas quero fazer uma proposta diferente. Em vez de responder imediatamente, pense em quantas vezes você já disse isso para si mesmo, ainda que usando outras palavras.

Talvez tenha acontecido quando você pediu um orçamento e concluiu que “agora não é o momento”. Ou quando viu alguém embarcando para estudar fora e pensou que aquilo era uma realidade distante demais da sua. Talvez você até tenha acreditado que precisava esperar mais alguns anos, ganhar mais dinheiro ou resolver todos os problemas da vida antes de pensar em um intercâmbio.

Curiosamente, esse tipo de pensamento quase nunca se apresenta como uma crença limitante. Ele costuma vir disfarçado de responsabilidade.

Quando o futuro sempre fica para depois

É claro que dinheiro importa. Seria irresponsável dizer o contrário. Um intercâmbio exige planejamento financeiro e nem todo mundo está pronto para embarcar hoje.

O problema começa quando o planejamento se transforma em adiamento permanente.

Nos últimos anos, pesquisadores da economia comportamental passaram a estudar como a escassez afeta nossa forma de pensar. Um dos conceitos mais conhecidos é o tunelamento, apresentado pelo economista Sendhil Mullainathan e pelo psicólogo Eldar Shafir.

A ideia é bastante intuitiva. Quando estamos preocupadas/os com aquilo que está faltando — dinheiro, tempo ou estabilidade — nossa atenção fica concentrada em resolver as urgências do presente. Como consequência, sobra menos energia mental para construir projetos de longo prazo.

Isso não significa que alguém deixe de ser inteligente ou organizada/o. Significa apenas que o cérebro passa a priorizar aquilo que parece mais urgente e isso é carregado em vários momentos, mesmo quando a situação financeira mudou. É por isso que tantas pessoas conseguem imaginar o próximo boleto com facilidade, mas têm dificuldade para imaginar a própria vida daqui a dois ou três anos.

O dinheiro também tem uma história

Existe outro aspecto que raramente aparece quando falamos sobre planejamento financeiro.

Nossa relação com o dinheiro não começa quando recebemos o primeiro salário. Ela começa muito antes.

Começa nas conversas que ouvimos dentro de casa, nas preocupações dos nossos pais, nas dificuldades da família e nas frases que repetimos sem perceber.

“Dinheiro não nasce em árvore.”

“Isso não é para gente como nós.”

“Primeiro sobreviva, depois sonhe.”

Essas mensagens não determinam o futuro de ninguém, mas ajudam a construir a maneira como enxergamos o dinheiro durante a vida adulta.

Uma reportagem da BBC sobre comportamento financeiro mostra justamente isso: nossas decisões financeiras não são feitas apenas com base em planilhas. Emoções, experiências e aprendizados acumulados ao longo da vida também participam dessas escolhas.

Talvez seja por isso que duas pessoas com rendas muito parecidas façam escolhas completamente diferentes. Enquanto uma vê um intercâmbio como um investimento, outra sente culpa só de imaginar gastar esse dinheiro consigo mesma.

Nenhuma das duas está necessariamente certa ou errada. Apenas carregam histórias diferentes.

O intercâmbio custa dinheiro. Mas ele compra muito mais do que uma viagem.

Quando pensamos em um intercâmbio, é natural fazer contas.

Passagem.

Curso.

Hospedagem.

Seguro.

Tudo isso faz parte do investimento.

O que quase nunca entra na planilha é aquilo que acontece depois do embarque.

Você aprende a viver em outro idioma. Descobre que consegue resolver problemas sozinho. Convive com pessoas de diferentes culturas, desenvolve autonomia, amplia sua visão de mundo e cria uma confiança que dificilmente seria construída da mesma maneira permanecendo na zona de conforto.

Por isso tantos intercambistas dizem que a maior mudança não aconteceu no país onde viveram.

Aconteceu dentro delas/es.

Então, por que você continua esperando?

Talvez a resposta seja realmente financeira.

E tudo bem.

Mas talvez exista outra pergunta que vale a pena fazer.

Você está esperando o dinheiro… ou está esperando sentir que merece investir em você?

Porque existe uma diferença importante entre as duas coisas.

Raramente alguém acorda com todo o dinheiro do intercâmbio na conta e decide embarcar na semana seguinte.

Na maioria das vezes, essa história começa muito antes: quando alguém toma uma decisão, organiza as finanças, abre mão de algumas prioridades e transforma um sonho em projeto.

É exatamente isso que vemos acontecer todos os dias na Beeducation.

Quase nenhum dos nossos intercambistas começou porque tudo estava perfeito.

Eles começaram porque entenderam que a vida dificilmente oferece um momento ideal. Em algum momento, é preciso decidir que aquele sonho merece ocupar um espaço na agenda, no planejamento e no orçamento.

Talvez a maior barreira para o seu intercâmbio não seja o preço.

Talvez seja a ideia, construída ao longo de muitos anos, de que investir em você pode esperar.

E, se esse for o caso, talvez esteja na hora de mudar não a sua conta bancária primeiro, mas a conversa que você tem consigo mesmo.

Vamos repensar sobre isso?

Nosso atendimento é humanizado e oferece metodologia de atendimento mais abrangente. Vamos agendar uma conversa com você. Se preferir fazer isso agora, a Mel da Beeducation pode fazer isso, é só chama-la no WhatsApp

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Referências:

https://www.apa.org/monitor/2014/02/scarcity

https://www.bbc.com/portuguese/geral-59098636

 

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Temos orgulho de ser uma empresa liderada por mulheres. Somos viciadas em viajar, divertidas, muito profissionais e adoramos ajudar as pessoas a realizarem o sonho do intercâmbio. Venha para nosso site e saiba mais.

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