O mundo em conflito: minha percepção como viajante e profissional sobre os ataques envolvendo EUA, Iraque, Irã, Palestina e etc
23/06/2025 – Por Vivi da Beeducation
Aos 44 anos, já tive a oportunidade de presenciar diversos conflitos mundiais ao longo da vida. Lembro bem da Guerra do Golfo, da Guerra do Afeganistão, da Guerra do Iraque e até da Guerra da Chechênia. É inacreditável o número de conflitos que marcaram (e continuam marcando) nossa história recente.
Não vivi a Guerra do Vietnã, mas, em um dos meus intercâmbios, conheci amigos vietnamitas e aprendi muito sobre o impacto devastador daquele período. São histórias que não cabem nos livros, elas vivem nas pessoas. E foi por meio das trocas culturais que compreendi mais profundamente o que é a paz.
Hoje, como profissional da educação internacional, viajante e fundadora da Beeducation, escrevo este texto para compartilhar minha percepção sobre o novo momento de tensão global que estamos presenciando.
Esse é um momento delicado, sim. Mas é importante entender que a violência está, por enquanto, localizada. Os ataques foram cirúrgicos, com alvos militares, e a maioria dos países inclusive os principais destinos de intercâmbio seguem seguros e operando normalmente.
Isso tudo me fez lembrar do dia em que as Torres Gêmeas foram atacadas, em 11 de setembro de 2001. Na época, eu trabalhava em uma instituição e havíamos planejado, por meses, uma viagem a Chicago. Meu diretor participaria de um congresso extremamente relevante para o setor dele. No entanto, diante do choque global, ele me pediu que cancelássemos tudo imediatamente — uma reação compreensível, mas precipitada.
A conferência aconteceu normalmente, e, semanas depois, tivemos que reorganizar toda a logística e arcar com os custos adicionais. Aquilo me ensinou algo importante: o medo, por mais legítimo que seja, precisa ser equilibrado com informação, análise e calma.
Após o 11 de Setembro, viajar de fato ficou mais complicado especialmente nos aeroportos. As medidas de segurança foram endurecidas, novos protocolos de vigilância foram implantados, e a experiência de voo se transformou profundamente.
Apesar das filas, dos atrasos e do estranhamento inicial, as pessoas se adaptaram. E mais: as viagens internacionais aumentaram de forma significativa nos anos seguintes. O próprio Brasil, mesmo diante das incertezas e restrições internacionais, conseguiu manter um crescimento na entrada de turistas estrangeiros. Isso mostra a resiliência não só do turismo como setor econômico, mas da própria vontade humana de circular, encontrar, aprender.
Essa lembrança serve para reforçar que, mesmo em momentos de tensão global, o mundo não para. Ele se adapta. E nós também.
O que os últimos acontecimento tem a ver com você, estudante ou viajante?
Tem tudo a ver. Porque a forma como o mundo reage à guerra seja com medo, isolamento ou diálogo influencia diretamente nossa liberdade de circular, aprender e conhecer o outro.
Mas eu te digo com confiança: nada mudou em destinos populares como Reino Unido, Malta, França, Austrália, Nova Zelândia e outros.
Impactos atuais nas viagens e intercâmbios
Voos podem ser redirecionados ou suspensos em regiões próximas ao conflito.
Países aliados dos EUA podem reforçar checagens de segurança e imigração.
Ainda assim, não é esperado impacto direto em países como Canadá, Austrália, Irlanda ou Nova Zelândia, que seguem seguros.
O turismo global pode cair temporariamente — o que, por outro lado, gera promoções e oportunidades para quem planeja com calma.
Inspeção alfandegaria mais criteriosa o que significa malas revistadas.
A vida continua… com consciência
Em poucos dias, eu embarco para o Japão. E, sinceramente, nem por um segundo passou pela minha cabeça cancelar a viagem. Isso não é imprudência. É consciência.
Aprendi e continuo aprendendo que conflitos armados, por mais graves que sejam, não acontecem de forma uniforme ou global. Eles afetam áreas específicas e, geralmente, os alertas são claros, as rotas são ajustadas, e as viagens seguem possíveis e seguras para a maioria dos destinos.
Esse conflito me preocupa, sim como mulher, cidadã e profissional que acredita na educação como ferramenta de paz. Mas não deixo que o medo desloque meus valores.
A verdade é que o mundo (e especialmente o sistema capitalista que o move) é pragmático o suficiente para garantir que o turismo e as viagens internacionais continuem acontecendo, mesmo em meio ao caos para algumas nações. A engrenagem não para. Ela apenas se ajusta.”
Se você tem planos de intercâmbio ou viagem e está em dúvida, entre em contato com a Beeducation. Vamos conversar com calma, com responsabilidade e com os pés no chão – e os olhos no mundo.
Com carinho,
Vivi – Beeducation

