O início da jornada: quem sou eu em outro país?

Fazer um intercâmbio é muito mais do que estudar inglês, cursar uma faculdade ou trabalhar fora. É, antes de tudo, um mergulho profundo em quem você é.

Quando um estudante chega em um novo país, o idioma, os costumes e até os gestos parecem estranhos. É como se de repente sua identidade fosse colocada em xeque. Você já não é apenas “você”… é “o brasileiro”, “a estrangeira”, “o latino”.

Uma pesquisa conduzida por Veronica Boix Mansilla (Harvard Project Zero) mostra que esse contato direto com a diferença é o que desenvolve o que eles chamam de global competence que é a habilidade de interpretar o mundo por múltiplas lentes culturais, reconhecendo que não existe uma única forma de viver e pensar. (Harvard Project Zero)

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Pertencimento: encontrar seu lugar no mundo

No começo, muitos estudantes internacionais enfrentam uma sensação de não pertencimento. Isso pode se manifestar em dificuldades acadêmicas, isolamento social ou até no simples desconforto de não saber como pedir comida em um restaurante.

Um estudo publicado no Journal of International Students (Cena, 2021) analisou o sentimento de pertencimento entre alunos estrangeiros na Irlanda do Norte e mostrou que a rede de apoio e a integração com colegas locais são fatores decisivos para transformar a experiência. (OJED Journal)

Aqui entra uma lição prática: quanto mais o estudante se abre para criar conexões, mais ele se sente em casa. Pertencimento não é dado, é construído.

O choque ao voltar para casa: o lado invisível do intercâmbio

Mas e depois? Quando o intercâmbio termina e o estudante volta para casa, tudo deveria ser mais fácil, certo?
Nem sempre.

O fenômeno chamado de reverse culture shock ou choque cultural reverso é estudado desde os anos 2000 por pesquisadores como K.F. Gaw (2000). A descoberta: voltar para a cultura de origem pode ser tão ou mais desafiador do que chegar em um país novo. (ScienceDirect)

De repente, o estudante não se reconhece mais nos mesmos espaços, hábitos e até amizades. É como se tivesse se tornado “estrangeiro” na própria terra.

Um estudo recente de R. Raja et al. (2023) reforça isso: alunos que retornaram da China durante a pandemia relataram perda de identidade social e a sensação de “não caber mais” em um lugar que antes era familiar. (PMC)

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Intercâmbio como reinvenção da identidade

O que esses estudos mostram é que intercâmbio não é só sobre aprender uma língua, mas sobre reaprender a ser você mesma em diferentes contextos.

O pesquisador BMW Grieb (2023), da Universidade de San Diego, sugere que refletir sobre a própria identidade antes da viagem ajuda a lidar melhor com os impactos no retorno. Ou seja, o autoconhecimento é tão importante quanto a mala de viagem. (University of San Diego)

Na prática, cada estudante que passa pelo intercâmbio volta transformado, carregando dentro de si mais de uma cultura, mais de uma visão de mundo, mais de uma forma de ser.

Por que isso importa para você que sonha em estudar fora?

Porque compreender esses processos te prepara para aproveitar o intercâmbio ao máximo:

  • Você vai sentir insegurança no início? Sim.

  • Vai estranhar alguns hábitos? Sem dúvida.

  • Vai mudar tanto que talvez sinta dificuldade na volta? Provavelmente.

E é exatamente esse o poder da experiência. Você se expande, cria novas raízes sem perder as antigas e aprende que pertencimento não está em um endereço fixo, mas na forma como você se conecta com o mundo.

Conclusão: intercâmbio é identidade em movimento

Intercâmbio é um laboratório de identidade. É experimentar, se desconstruir, reconstruir e perceber que você não precisa escolher entre ser “brasileira” ou “cidadã do mundo”. Você pode ser as duas coisas ao mesmo tempo.

E esse é o verdadeiro pertencimento: não se sentir parte de um lugar, mas de muitos.

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Sugestões de leitura:

Fontes utilizadas:
Harvard Project Zero – Educating for Global Competence
Cena, E. (2021). Sense of Belonging and the Intercultural and Academic Adjustment of International Students – Journal of International Students
Gaw, K.F. (2000). Reverse culture shock in students returning from overseas – International Journal of Intercultural Relations
Raja, R. et al. (2023). Social identity loss and reverse culture shock – PMC
Grieb, B.M.W. (2023). Student Identity Sense-Making and the Study Abroad Return – University of San Diego


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