Fechamento da ILAC e EC com o encerramento das operações, colocou estudantes, famílias, agências e profissionais do setor diante de uma situação que ninguém esperava enfrentar.

No caso da EC, o encerramento das operações atingiu também outros países. Neste conteúdo, porém, vamos tratar especificamente da situação dos estudantes afetados no Canadá.

Em 22 de setembro de 2026, participamos de uma reunião com a Languages Canada, entidade que está coordenando um grande trabalho de realocação dos estudantes afetados para escolas membros credenciadas.

A situação continua em andamento e cada caso pode ter particularidades. Mas algumas das principais dúvidas já podem ser respondidas.

Como está funcionando a realocação dos estudantes?

A Languages Canada está trabalhando na transferência dos estudantes para instituições que tenham condições e vagas para recebê-los.

Um ponto importante é entender que essa realocação não funciona como uma nova escolha de escola.

A instituição é definida de acordo com a disponibilidade existente e os critérios adotados no processo de realocação. Portanto, o estudante não escolhe livremente para qual escola será transferido. Nem mesmo a agência.

Quem já teve a realocação concluída receberá, ou já recebeu, a confirmação da nova instituição. Essa comunicação pode chegar diretamente pela Languages Canada ou por intermédio da agência, pois muitas agências estão trabalhando diretamente para alocar seus estudantes.

Vou precisar pagar o curso novamente?

De acordo com as informações apresentadas na reunião, a solução organizada pela Languages Canada busca permitir que o estudante continue seu curso de idiomas sem um novo pagamento do curso para a instituição que o receberá.

Também foi informado que não há um processo de reembolso conduzido pela Languages Canada como alternativa à realocação.

Ou seja: dentro desse processo, a solução apresentada para o curso é a continuidade dos estudos em outra instituição disponível.

E se eu não gostar da escola para a qual fui realocado?

Essa é uma dúvida compreensível.

Afinal, quem comprou um intercâmbio pesquisou localização, estrutura, metodologia e características específicas antes de escolher a escola original.

Mas a realocação emergencial funciona de maneira diferente.

Você pode ter recebido sua nova carta diretamente pela Languages Canada ou pela sua agência. Independentemente de quem encaminhou o documento, quando a realocação realizada,  o processo é considerado finalizado.

A Languages Canada informou que não fará uma segunda realocação simplesmente por preferência por outra instituição.

Isso não significa que uma pessoa jamais possa, por iniciativa própria, estudar em outra escola. Significa que a Languages Canada não realizará uma nova realocação dentro desse processo emergencial apenas porque o estudante prefere outra instituição.

O que acontece com meu visto de estudante?

Essa resposta depende do estágio da sua aplicação e de onde você está.

As regras migratórias são determinadas pelo Immigration, Refugees and Citizenship Canada (IRCC) e precisam ser observadas separadamente do processo de realocação acadêmica.

1. Meu study permit foi aprovado, mas ainda não estou no Canadá

Se a sua aplicação já foi aprovada e você mudou de DLI (Designated Learning Institution) antes de viajar, o IRCC determina que seja apresentada uma nova aplicação de study permit, acompanhada da nova LOA (Letter of Acceptance).

Portanto, ter o study permit aprovado para a instituição anterior não significa que você deva simplesmente viajar utilizando a documentação da escola que encerrou as atividades.

2. Minha aplicação de study permit ainda está em análise

Nesse cenário, o procedimento é diferente.

O IRCC permite informar a alteração da DLI enquanto a aplicação ainda está sendo processada.

3. Já estou no Canadá com um study permit válido

Será necessário solicitar a alteração para a nova DLI.

Estudantes já no Canadá precisam verificar cuidadosamente sua situação migratória e providenciar a alteração necessária.

Uma crise que atingiu todos os lados

Essa situação não foi escolhida pelas agências. Muito menos pelos estudantes.

Milhares de pessoas tiveram planos construídos durante meses interrompidos de uma hora para outra.

Há estudantes no Canadá tentando entender onde estudarão na próxima semana. Outros ainda nem embarcaram e agora precisam reorganizar documentação, visto, acomodação e planejamento.

Do outro lado, profissionais de intercâmbio estão trabalhando com uma demanda extraordinária para reorganizar cursos, documentos, vistos, pagamentos e acomodações.

Estudantes estão abalados. Profissionais também. E existem perdas financeiras dos dois lados.

É importante dizer isso porque uma crise desse tamanho não termina no momento em que aparece o nome de uma nova escola em uma carta.

Existe muito trabalho acontecendo depois dela.

Isso significa que não é mais seguro fazer intercâmbio?

Não.

Significa que intercâmbio envolve uma cadeia de fornecedores, instituições, regras migratórias e serviços que precisam ser levados a sério.

Uma escola conhecida pode enfrentar problemas. Uma regra migratória pode mudar. Uma acomodação pode precisar ser substituída. Uma situação completamente fora do planejamento pode acontecer.

Nenhuma agência responsável pode prometer que imprevistos jamais existirão.

Talvez a pergunta mais importante seja outra: se alguma coisa sair muito diferente do planejado, quem estará do seu lado para ajudar a resolver?

É justamente nesses momentos que histórico, conhecimento do setor, contratos claros, relacionamento com escolas e associações e uma equipe presente deixam de parecer detalhes.

Para quem ainda está planejando um intercâmbio

Que essa crise não diminua o tamanho do seu projeto. Intercâmbio continua sendo uma experiência que pode mudar profundamente a relação de uma pessoa com outro idioma, outra cultura e até com a própria autonomia.

Para os nossos estudantes afetados, continuaremos trabalhando individualmente nos processos necessários para que essa transição aconteça da maneira mais organizada possível.

Esperamos que essa fase passe logo.

Aqui queremos compartilhar também a nossa leitura sobre fechamento EC e Ilac

Com base em nossa experiência de muitos anos trabalhando com educação internacional, enxergamos nesses acontecimentos uma discussão que vai além da ILAC e da EC: o que acontece quando a educação passa a ser tratada prioritariamente como um ativo financeiro?

As duas empresas passaram, em momentos diferentes e envolvendo grupos distintos, por estruturas de investimento e controle financeiro. E é justamente aí que fazemos uma reflexão que consideramos necessária.

Uma escola é uma empresa, claro. Precisa gerar receita, pagar suas contas e ser financeiramente sustentável. Mas uma instituição de ensino também exerce uma função social. Ela emprega professores e funcionários, paga salários e impostos, movimenta comunidades, recebe estudantes de diferentes partes do mundo e, acima de tudo, assume compromissos com pessoas que confiaram dinheiro, tempo e projetos de vida àquela instituição.

Quando um negócio dessa natureza passa para as mãos de investidores cujo principal parâmetro é o retorno financeiro, existe um conflito que não deveria ser ignorado.

Enquanto a operação entrega o retorno esperado, todos parecem caminhar na mesma direção. Quando deixa de entregar, porém, a lógica financeira pode falar mais alto que a função social daquela empresa.

E essa é a nossa leitura do que mais incomoda nesta crise.

Não é apenas o fechamento de escolas. É perceber que, quando os números deixaram de fazer sentido para quem investiu, as consequências não ficaram dentro de uma planilha. Elas chegaram à vida de estudantes, famílias, professores, funcionários, fornecedores e agências em diversos países.

Os investidores podem encerrar sua participação em um negócio. O estudante não consegue simplesmente encerrar o sonho que planejou durante meses ou anos.

E nós, agências sérias, ficamos com o problema para resolver. Porque, quando uma escola fecha as portas, alguém precisa continuar ali para atender o estudante, procurar alternativas, reorganizar o que já estava planejado e lidar com os prejuízos que ficaram pelo caminho.

Nas últimas semanas, vimos escolas parceiras, associações e profissionais do setor trabalhando intensamente para encontrar soluções. Nós, agências, também tivemos que absorver uma carga enorme de trabalho e, em determinadas situações, assumir novamente custos relacionados a serviços que já haviam sido pagos, como acomodação e outros itens do programa.

É por isso que, para nós, educação nunca pode ser vista apenas como uma oportunidade de investimento.

Existe dinheiro envolvido, evidentemente. Mas existem pessoas antes dele.

Todas as matrículas de estudantes Beeducation impactadas pelo fechamentos da EC todos os países e Ilac Canadá já foram criadas em outras escolas semelhantes.


Atualização sobre Fechamento da ILAC e EC: 22 de setembro de 2026.

As informações migratórias podem ser atualizadas pelas autoridades canadenses. Consulte sempre as orientações oficiais do IRCC e as instruções específicas recebidas para o seu caso.

Saiba mais sobre a Beeducation

Temos orgulho de ser uma empresa liderada por mulheres. Somos viciadas em viajar, divertidas, muito profissionais e adoramos ajudar as pessoas a realizarem o sonho do intercâmbio. Venha para nosso site e saiba mais.

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